quarta-feira, 28 de maio de 2014

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estamos chegando ao final de nossa missão de apresentar um Blog, que identificasse a demanda pelo ensino bilíngue na perspectiva de um ensino de qualidade. Isto posto, graças ao desenvolvimento do mundo globalizado, em que as pessoas precisam se adequar para atenderem as necessidades de inserção econômica,  social, histórica, política e cultural.
Tomamos ciência de que cada vez mais cedo as famílias da classe A, buscam colocar suas pequenas crianças em escolas bilíngues e, aprendemos sobre os riscos da imposição de uma nova língua na infância, seus prós e seus contras. Ainda nesse contexto de pesquisa, encontramos estrangeiros que estudam nessas escolas, até porque nosso país se tornou um campo promissor ao investimento estrangeiro e o oferecimento do ensino em várias línguas, surge como forma de adaptação e aceitação dos estrangeiros, que aqui chegam e permanecem criando as suas raízes.
 Entendemos que os reais motivos dessa clientela é favorecer aos seus filhos um ensino de excelência que possibilite a inserção no mundo globalizado que vivemos. Entretanto, ficou evidente para todos a elitização do ensino, o que já é a marca registrada de nosso país, haja visto tudo que aprendemos em História da Educação.
Contudo, aprendemos que não é só o inglês que comanda as práticas pedagógicas, mas há espaço para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), promovendo a inclusão de alunos surdos e mudos, que precisam ter o direito de aprender e de ser reconhecido, o que é, efetivamente garantido em nossa Carta Magna e também na LDBEN/96. Para tanto, se verificou o aumento da quantidade de professores que atuam em Libras, sendo preparados em uma constante formação continuada, com o propósito de atender esta clientela.
O que percebemos é que o sistema educacional tem sofrido ajustes para proporcionar a estes alunos, portadores de necessidades especiais (com deficiência auditiva e comunicativa), maior integração e participação em todos os setores sociais.
Com esta pesquisa, denotamos que não só libras faz parte do componente linguístico como diferencial, há escolas que oferecem os idiomas de mandarim, árabe, turco (sendo os três idiomas vislumbrados em algumas escolas públicas), espanhol (visto com mais frequência, principalmente em instituições particulares) e o inglês (liderando, como o segundo idioma mais falado e conhecido), aparecem também o francês e o alemão, mas em menor demanda.
Mas, é preciso ter certo cuidado, pois, segundo os especialistas, o enfoque muito acentuado a outros idiomas podem causar uma desvinculação progressiva e até mesmo uma desvalorização da nossa língua local; colocando em primeiro plano, o uso de uma determinada língua estrangeira.
Por outro lado, esta educação que abarca o ensino de outros idiomas, podem auxiliar as crianças no seu processo de alfabetização e, sobretudo, quanto à possibilidade de uma abrangência multicultural, regrada pelo processo de globalização, considerado como vértice da sobrevivência em uma sociedade, na qual se confrontam diversas culturas, povos, etnias e gêneros.
Inclusive, somada a estas vantagens supracitadas, há um desenvolvimento do cérebro das crianças, que experimentam desde cedo, uma frequente vivência com outros idiomas e isto sem dúvida, as auxiliam em outros aprendizados.
Aproveitamos o ensejo para frisar que o objetivo principal destas escolas é preparar os seus alunos para a sociedade cada vez mais competitiva e pluricultural, na qual sobressaem aqueles que possuem um número maior de habilidades e competências. Embora, a quantidade de instituições que primam por este atendimento seja pequena, em constante crescimento e a maior parcela de estudantes de nosso país ainda continua distante deste aprendizado e no futuro, tende a ser excluído socialmente, pelo fato de não estar preparado para ser inserido no atual contexto social e histórico, em que as transformações são muito céleres e fogem ao nosso controle.
Nossas pesquisas aprofundaram essa questão e encontramos uma escola bilíngue pública porém excludente, por receber alunos em caráter classificatório. Nesse sentido, continuamos na mesma, assim como o ensino público de nível superior com seus vestibulares excludentes.
Devemos lutar para que esta oportunidade esteja cada vez mais próxima de um número elevado de alunos, para então, oportunizar um pilar mais democrático e equitativo aos futuros cidadãos de nossa sociedade.
Enfim, trabalhamos em um projeto, usamos o que já sabíamos, e expandimos nossos conhecimentos. Compreendemos o trabalho com projeto como uma construção coletiva. Assim construímos o blog Vigilantes da Educação, e espero que não seja o fim, ainda há muito o que se pesquisar e debater na área da educação.

Por isso somos convidados à investigar, usar esse espaço de forma responsável para publicarmos resultados de pesquisas em educação, os avanços na área, suas implicações, teorias, metodologias, práticas e o que mais for pertinente.
BOM TRABALHO GRUPO 7!!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

LEVANTAMENTO DAS ESCOLAS BILÍNGUES

·        ESCOLAS PARTICULARES
   BILÍNGUES DO  RIO DE JANEIRO


·         American School
·         Rio International School 
·         CS- International Christian School
·         Our Lady of Mercy School
·         Licée Molière
·         Escola Suíço-Brasileira
·         Escola Alemã Corcovado
·         Centro Educacional Miraflores
·         Bloom Educação Infantil Bilíngüe
·         Crianças e Cia 
·         Ninho da Criança 
·         Petra
·         Colégio Everest Internacional 
·         Bambini
·         Maple Bear
·         Trampolim
·         Amanhecendo Escola para Bebês e Crianças
·         Colégio Anglo-Americano
·         Creche Escola Be Happy


      ZONA OESTE 50% (BARRA, RECREIO, ITANHANGÁ)
      ZONA SUL 40%
      ZONA NORTE 10%
     

      ESCOLA PÚBLICA BILÍNGUE DO RIO DE JANEIRO

      COLÉGIO ESTADUAL HISPANO BRASILEIRO JOÃO CABRAL DE MELO NETO - MÉIER






quarta-feira, 21 de maio de 2014

IMAGEM SOBRE ESCOLA BILÍNGUE


Segue o link de um  vídeo bem interessante sobre escolas bilíngues do Programa Hoje em Dia



 http://www.youtube.com/watch?v=xbxLAjgam20








ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL

ESCOLA BILÍNGUE NOVAS PERSPECTIVAS

“ESCOLA BILÍNGUES NO BRASIL”


A principal característica das escolas bilíngues do Brasil de maneira geral é que, nelas, utiliza-se uma língua estrangeira nas rotinas escolares. Não se trata de dar muitas aulas de um idioma estrangeiro, mas de ensinar as diferentes disciplinas nesse idioma.
De certa forma, a aprendizagem da língua local se dá em casa e em outros contextos sociais, enquanto a escola se encarrega primordialmente de ensinar a segunda língua. Esse método garante resultados excelentes e o domínio dos dois idiomas.
Durante algum tempo, existiu a preocupação de que o ensino de uma segunda língua interferisse no aprendizado da língua-mãe. Mas hoje se sabe com certeza que isso não acontece. Antes dos 11 anos de idade, as crianças aprendem sem dificuldade mais de um idioma. Além disso, constatou-se que aquelas que sabem mais de uma língua têm uma facilidade muito maior para, mais tarde, aprender outras.
Atualmente existe no Brasil uma proposta bilíngue para educação de surdos em prol de uma educação inclusiva, pois sabemos que a inclusão é necessária, mas exige esforço, tempo, ação, mudança, diálogo e reflexão.
Inclusão exige cautela, estudo, flexibilidade na postura do educador, possibilidade de inovar reconhecer-se aprendiz.
Incluir exige uma postura social e política de comprometimento e cooperação entre as diferentes esferas sociais.
No Brasil existe uma necessidade real da manutenção das escolas bilíngues para os alunos surdos para que ocorra a verdadeira inclusão deles na sociedade, pois é na escola bilíngue que se asseguram as condições necessárias a uma educação de qualidade: para que o surdo possa se constituir como sujeito há necessidade da presença de seus pares linguísticos no seu processo de aquisição de língua e de conhecimento.
A língua de sinais implica na identidade e na cultura desses indivíduos, e não pode reduzir-se a uma experiência de linguagem “vocabular”. 

domingo, 18 de maio de 2014

Respondendo a enquete!!!

Respondendo a enquete do blogger.
Acho muito difícil, por causa da origem da formação dos professores. Deveríamos começar do zero, pra que houvesse sucesso isso deveria ser implementado desde educação infantil, para que ao alcançarem o ensino médio houvesse uma padronização de conhecimento entre os alunos e escolas. Além do mais precisaríamos de investimentos, já está escasso para as outras disciplinas imagine para línguas. Precisaríamos de bons materiais didáticos e formação dos professores ampliada.

Vamos participar da enquete!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Deixe seu comentário.

Mandarim, árabe e turco já se aprendem nas escolas públicas

Mandarim, árabe e turco já se aprendem nas escolas públicas

  • Idiomas pouco comuns fazem sucesso nas redes municipal e estadual


Alunos do Colégio Estadual Infante Don Henrique se divertem em uma das aulas de mandarim: professor ensina a arte de comer à moda oriental
Foto: Custódio Coimbra / Agência o Globo
Alunos do Colégio Estadual Infante Don Henrique se divertem em uma das aulas de mandarim: professor ensina a arte de comer à moda oriental Custódio Coimbra / Agência o Globo
RIO — Um universo até então desconhecido de sons, palavras e ideogramas, vindos do Oriente, vem enchendo de curiosidade e, principalmente, interesse crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino do Rio. Aulas eletivas de árabe, turco e mandarim chegaram de surpresa à grade curricular de algumas escolas, com a proposta inusitada de testar a receptividade dos alunos diante de idiomas tão estranhos aos ouvidos do Ocidente. Pois o conjunto de símbolos nada familiares, muitas vezes escritos de trás para a frente, e a sonoridade dessas línguas caíram no gosto dos estudantes, cuja idade varia entre 11 e 18 anos. As primeiras turmas estão lotadas, e há filas de espera por novas vagas.
A experiência, que acontece nas redes municipal (árabe e turco) e estadual (árabe, turco e mandarim), atraiu especialmente jovens de olho no mercado de trabalho, onde um idioma a mais no currículo pode fazer toda a diferença no futuro. No Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, por exemplo, as aulas de árabe começaram há dois meses, com uma turma. Hoje, já são duas, com 67 alunos, entre 14 e 18 anos.
Cursos são eletivos e têm duração de três anos
A professora Salam Naser Zidan, uma síria que vive no Rio há 17 anos, se desdobra para aplacar tanta curiosidade dos pupilos. Para tornar as aulas mais atraentes, ela leva vídeos, músicas, fala sobre a cultura e promove encontros gastronômicos. No grupo, Shakila de Souza Ahmad, de 16 anos, chama atenção não apenas por ser uma das mais aplicadas, mas pelos laços afetivos com o idioma: o pai é paquistanês, e ela decidiu praticar futuramente a religião muçulmana.
— Meu pai fala apenas o urdu, idioma do Paquistão. Por isso, ele ficou muito feliz quando soube da novidade. Vou poder realizar o meu sonho de ler o alcorão em árabe. Também será bom profissionalmente, pois penso em trazer para o Brasil negócios da minha família, que trabalha com cosméticos no Paquistão — diz Shakila, que voltou recentemente de uma viagem ao Qatar, patrocinada pela Fundação Qatar, que oferece os professores para as aulas de árabe, por meio de parceria com estado e município.
Viagem das mil e uma noites
A viagem, aliás, encheu de gás os alunos. Quatro integrantes da turma foram selecionados para participar de um congresso de jovens nesse país do Oriente Médio. Uma história das mil e uma noites para Nathalia Ramos, de 17 anos, que nunca havia entrado num avião.
Na Escola Municipal Mário Paulo de Brito, em Irajá, 20 alunos também toparam o desafio, a partir de outubro. Paula Caffaro, uma das mestras, está encantada com o empenho dos jovens.
As aulas são eletivas, ou seja, ninguém é obrigado a participar. Mas o fato é que as turmas andam cheias. Tem sido assim também no Colégio Estadual Infante Dom Henrique, em Copacabana, que oferece cursos de mandarim e turco. Para Vitória Natália de Melo, de 16 anos, matriculada nas aulas de mandarim e turco, é um “plus”:
— No mercado de trabalho atual, você saber idiomas pouco conhecidos é um passo à frente.
Os cursos de idiomas têm três anos de duração, para que os alunos aprendam o básico.

















ENSINO BILÍNGUE

Importância de segundo idioma faz crescer procura por escolas bilíngues
A preocupação com o futuro das crianças está fazendo com que muitos pais deixem de encarar o domínio de um segundo idioma como um diferencial para se tornar essencial. Para Tatiana Dorleans e Silva, diretora da escola bilíngue Maple Bear Canadian School Curitiba, na capital paranaense, a noção da importância desse ensino está se enraizando nas famílias brasileiras, que se preocupam com o futuro de seus filhos. “Se mesmo sabendo outro idioma, além do português, as pessoas encontram dificuldades para arranjar um bom emprego, sem esse domínio é ainda mais difícil”, comenta.
Os brasileiros não são os únicos que buscam cada vez mais a alfabetização bilíngue. “Recebemos ligações de pessoas que moram no exterior, estão vindo para o Brasil e querem matricular seus filhos em uma escola bilíngue. Não temos um número oficial aqui na escola, mas eu diria que entre 10% a 15% dos nossos alunos são estrangeiros”, fala Tatiana.
Valéria Pires, assistente de diretoria do Liceu Pasteur, escola paulistana que utiliza metodologia de ensino em português e francês, revela que a demanda está maior que a oferta. “Estamos recusando alunos por falta de vagas. Há uma lista de espera com cerca de 50 alunos”, comenta. Para ela, essa busca por matrículas tem aumentado, não apenas por parte de famílias francesas que estão instaladas no Brasil, mas também por famílias brasileiras. “De uma maneira geral, as pessoas procuram cada vez mais oferecer aos seus filhos o ensino bilíngue como forma de investir no futuro dessas crianças”, complementa.
A presidente da Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo (OEBI), Ana Paula Mariutti, também revela que cresce o número de escolas que utilizam a metodologia bilíngue no País. “Infelizmente, o Brasil não possui uma estatística oficial, mas a OEBI faz uma contagem extra-oficial que aponta que existem atualmente 96 escolas bilíngues no Brasil, sendo que 56 estão localizadas somente no estado de São Paulo”, conta.
http://www.ensinobilingue.com.br/2011/07/importancia-de-segundo-idioma-faz.html

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Comentários sobre as escolas bilingues

Acho o nosso tema bem atual e sem dúvida, como resposta a um crescente desenvolvimento social, econômico e cultural do povo brasileiro. Só é lamentável que o privilégio de estudar em escolas bilíngues é de poucos. Esta margem deve ser superada e para isso devemos lutar por oportunidades mais igualitárias para todos. Sei que isto é uma utopia, mas não podemos desistir, jamais!!! 

Escolas bilíngues ajudam no desenvolvimento dos alunos

Para especialista, crianças que estudam em escolas bilíngues têm mais facilidade na alfabetização. Veja os prós e contras dessa opção para escolher o melhor método de educação para seus filhos.


Por  | Yahoo Brasil – seg, 6 de mai de 2013
Com a globalização, a intenção dos pais de preparar seus filhos, desde pequenos, para um ambiente multicultural aumentou. E isso se reflete no panorama educativo brasileiro. De acordo com a Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo (OEBI) até o final de 2012 existiam 96 escolas bilíngues no Brasil, sendo 56 só no estado de São Paulo. Mas alfabetizar os pequenos em dois idiomas ainda causa muita ansiedade e receio nos pais. Quais são os benefícios, as dificuldades e os riscos de matricular seu filho em uma escola bilíngue? O investimento vale a pena?


O maior receio que o oftalmologista Ricardo Kanecadan, 52 anos, tinha era em relação ao aprendizado da língua portuguesa. “Coloquei meu filho na escola quando ele tinha 6 anos, para que aprendesse desde cedo. Mas 80% dos professores eram norte-americanos, então fiquei com medo de que ele não aprendesse o português direito. Mas não foi o caso, a escola conseguiu suprir tanto o inglês quanto o português e ele saiu com um currículo para cada língua”.


Esta não é uma preocupação só de Ricardo. A alfabetização é uma das questões mais pertinentes quando se fala em escolas bilíngues. Porém, para a especialista Selma Moura, ao contrário do que muitos pais temem, este duplo aprendizado é bastante positivo. “É curioso ver que até hoje tanta gente tem medo do bilinguismo ‘atrapalhar’ o desenvolvimento dos alunos, quando já se provou que ocorre o contrário: falar duas línguas traz benefícios cognitivos, sociais e econômicos”, afirma.


Uma pesquisa realizada na Universidade York em Toronto, no Canadá, corrobora a opinião de Selma. Segundo estudiosos, crianças bilíngues têm mais facilidade na alfabetização e se mostram mais atentas, pois, apesar da aprendizagem de dois idiomas ser mais lenta, as crianças compreendem mais profundamente a estrutura de cada um deles.

Mas qual a melhor idade para matricular as crianças nas escolas?



A pedagoga e diretora da escola Oak School International School, Cláudia Calmon, afirma que o momento ideal é no início da vida escolar. “Quando são pequenos, não tem nenhuma adaptação especial, é como em qualquer outra escola. A dificuldade deles é a mesma de uma escola monolíngue: o tempo de adaptação pra criar vínculos com o grupo e professor. Quando a criança é mais velha, tem mais dificuldade para entender o conteúdo, que é passado todo na segunda língua. Mas, com o tempo, todas conseguem acompanhar”, explica.


Cláudia acredita que a maior vantagem das escolas bilíngues é que nelas a segunda língua não é colocada como uma matéria a ser aprendida e sim como uma língua falada, utilizada na comunicação, e isso dá um sentido real a ela. “Com a língua dada desta forma, a criança de fato aprende, e não inicia o aprendizado através da Gramática, que é o que acontece normalmente. Quando você vivencia o idioma desde pequeno, no processo de alfabetização você aprende a ler e escrever de forma coesa, a língua é solidificada de outra forma”, argumenta.


Já a maior desvantagem é o preço: “As escolas bilíngues são caras então boa parte [dos alunos] abre mão dela no ensino fundamental I e II. Para os pais que têm dois filhos ou mais, o orçamento se torna inviável”.

É preciso acompanhamento dos pais e professores durante todo período escolar.


Mamães e papais fiquem atentos:


É preciso cuidado e acompanhamento dos pais antes, durante e depois da escola, pois, às vezes, essa vivência pode causar um distanciamento da cultura local, tornando a criança uma estrangeira dentro do seu próprio país. Ricardo Kanecadan reconhece esta desvantagem: “um ponto negativo é que meu filho não tem muito [conhecimento] da cultura brasileira; o perfil dele é muito americano e a maior parte dos seus amigos são americanos”.


A respeito dessa questão, a pedagoga Selma Moura aconselha: “As escolas devem ter o cuidado de não hierarquizar as línguas nem as culturas a que elas se referem, valorizando a diversidade e fortalecendo a auto-estima das crianças. Por isso é preciso escolher escolas que se preocupem com a cidadania, a formação crítica dos alunos e a realidade local. Fortalecer a identidade cultural da criança, ao mesmo tempo em que lhe apresenta o mundo (que é maior que Estados Unidos e Europa), ajuda a formar o cidadão que fará diferença aqui”.

  • COMPORTAMENTO
  • | Edição: 1972
  • | 15.Ago.07 - 10:00
  • | Atualizado em 15.Mai.14 - 19:25

Pequenos bilíngües

Escolas que oferecem ensino em duas línguas crescem 15% em um ano e recebem até bebês

CLAUDIA JORDÃO


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Na última viagem aos Estados Unidos que fez com os filhos – Pedro, cinco anos, e Bruno, sete, – Stella Matos, 39, era só orgulho. Filhos de brasileiros, nascidos no Brasil, os meninos não se atrapalharam com o inglês e até se arriscaram em pequenas conversas com os americanos. Isso foi possível porque, com apenas um ano, os garotos foram matriculados em uma escola brasileira bilingüe (português-inglês) em São Paulo. Neste mundo globalizado, em que falar línguas é um diferencial positivo, muitos pais querem que os filhos tenham contato com outro idioma antes mesmo de deixar as fraldas. Por isso, este é um mercado em expansão. Hoje existem 105 escolas bilíngües no Brasil, um crescimento de 15% em relação ao ano passado. Embora os meninos ainda não sejam fluentes, Stella está satisfeita: “É uma oportunidade de eles terem contato desde cedo com o inglês e aprender mais naturalmente”, diz ela.
Uma das pioneiras, a PlayPen, onde estudam Pedro e Bruno, deixa as crianças pequenas em imersão total no inglês no período escolar. Aulas em português só no fim do ensino infantil – o primeiro passo para a alfabetização na língua materna. Ao contrário dos colégios internacionais, como as escolas americanas, os bilíngües seguem o currículo nacional padrão e têm a preocupação de valorizar a cultura brasileira. Esta é a proposta da escola be.Living. Lá, os pequenos só falam inglês – exceto na hora do “Coisas Daqui”, quando duas vezes por semana aprendem em português história, cultura e folclore brasileiros. “Achamos importante a criança saber de seu país”, diz a diretora Patricia Pavan.
É inevitável imaginar que conviver com duas línguas pode criar confusão na cabeça de crianças pequenininhas, mas diretores dos colégios bilíngües dizem que não. “É como se a criança desenvolvesse dois códigos, um usado na escola e outro, em casa”, diz Célia Tilkian, diretora da PlayPen. Para ilustrar, ela conta que um aluno, ao ser perguntado se tinha comido ovo no colégio, respondeu que tinha comido “egg”.
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Escolas bilingües e crianças pequenas é um tema polêmico. A presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Maria Irene Maluf, acredita que a exposição a outro idioma no colégio desde cedo pode ser positivo. “Nos primeiros anos de vida, o cérebro cresce muito. A criança está mais propensa a aprender e a fixar”, diz ela. A neuropsicóloga infantil Ana Olmus pondera. “Nessa idade, os pequenos precisam do manhês”, diz ela, referindo-se à maneira de as mães falarem. O mais importante é os pais não pressionarem a criança. “A vaidade deles pode deixá-la insegura e infeliz”, diz Maria Irene. “Nem todas têm capacidade de lidar com esta situação. A criança tem que estar feliz, sem sinais de ansiedade.”
Também é cada vez mais comum escolas particulares oferecerem aulas de línguas logo na primeira infância. Na Escola Parque, no Rio, as crianças têm inglês três vezes por semana a partir de um ano. A diferença é que, para os pequenos, isso pode ser feito de uma forma lúdica, até mesmo na hora do recreio. A publicitária Márcia Machado, 39 anos, mãe de Isadora, de sete, não priorizou o ensino de outro idioma na hora de matricular a filha – na época com um ano e meio – na escola. Mas hoje gosta quando vê Isadora se divertir com seus livrinhos em inglês. “Acho as aulas bem-vindas porque ela se envolve com outra língua”, diz Márcia.
http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_180537330493080.jpg
Brasileiros internacionais
Foi-se o tempo que as escolas internacionais no Brasil atraíam somente filhos de estrangeiros e diplomatas. Hoje, além de aceitar brasileiros, em alguns estabelecimentos eles são maioria. A American School of Brasília possui 110 alunos – 65% de brasileiros, 15% de americanos e 20% de outras 30 nacionalidades. A diferença entre as internacionais e as brasileiras bilíngües é que as primeiras privilegiam a cultura do país de origem e seus currículos têm como base o ensino lá de fora. O ano letivo começa em agosto e aulas de português ou história do Brasil podem ser apenas uma opção. Há casos, inclusive, de escolas, como a Brasilia International School, que sequer são reconhecidas pelo Ministério da Educação. No Brasil, há 20 colégios internacionais – principalmente americanos e britânicos – nas principais capitais, como São Paulo, Rio, Minas Gerais, Salvador e Porto Alegre. O preço da anuidade é mais salgado: varia de US$ 7 mil a US$ 22 mil.


Globalização

Tribo de Jah

Globalização é a nova onda
O império do capital em ação
Fazendo sua rotineira ronda
No gueto não há nada de novo
Além do sufoco que nunca é pouco
Além do medo e do desemprego, da violência e da impaciência
De quem partiu para o desespero numa ida sem volta
Além da revolta de quem vive as voltas
Com a exploração e a humilhação de um sistema impiedoso
Nada de novo
Além da pobreza e da tristeza de quem se sente traído e esquecido
Ao ver os filhos subnutridos sem educação
Crescendo ao lado de esgotos, banidos a contragosto pela sociedade
Declarados bandidos sem identidade
Que serão reprimidos em sumária execução
Sem nenhuma apelação
Não há nada de novo entre a terra e o céu
Nada de novo
Senão o velho dragão e seu tenebroso véu de destruição e fogo
Sugando sangue do povo,
De geração em geração
Especulando pelo mundo todo
É só o velho sistema do dragão
Não, não há nenhuma ilusão, ilusão
Só haverá mais tribulação, tribulação
Os dirigentes do sistema impõem seu lema:
Livre mercado, mundo educado para consumir e existir sem questionar
Não pensam em diminuir ou domar a voracidade
E a sacanagem do capitalismo selvagem
Com seus tentáculos multinacionais querem mais, e mais, e mais...
Lucros abusivos
Grandes executivos são seus abastados serviçais
Não se importam com a fome, com os direitos do homem
Querem abocanhar o globo, dividindo em poucos o bolo
Deixando migalhas pro resto da gentalha, em seus muitos planos
Não veem seres humanos e os seus valores, só milhões e milhões de consumidores
São tão otimistas em suas estatísticas e previsões
Falam em crescimento, em desenvolvimento por muitas e muitas gerações
Não há nada de novo entre a terra e o céu
Nada de novo
Senão o velho dragão e seu tenebroso véu de destruição e fogo
Sugando sangue do povo,
De geração em geração
Especulando pelo mundo todo
É só o velho sistema do dragão
Não, não há nenhuma ilusão, ilusão
Só haverá mais tribulação, tribulação
Não sentem o momento crítico, talvez apocalíptico
Os tigres asiáticos são um exemplo típico,
Agora mais parecem gatinhos raquíticos e asmáticos
Se o sistema quebrar será questão de tempo
Até chegar o racionamento e o desabastecimento
Que sinistra situação!
O globo inchado e devastado com a superpopulação
Tempos de barbárie então virão, tempos de êxodos e dispersão
A água pode virar ouro
O rango um rico tesouro
Globalização é uma falsa noção do que seria a integração,
Com todo respeito a integridade e a dignidade de cada nação
É a lei infeliz do grande capital,
O poder da grana internacional que faz de cada país apenas mais um seu quintal
É o poder do dinheiro regendo o mundo inteiro
Ricos cada vez mais ricos e metidos
Pobres cada vez mais pobres e falidos
Globalização, o delírio do dragão!
Cresce procura por escolas bilíngues no País
22 de janeiro de 2010 | 9h 53

O número de escolas bilíngues no Brasil saltou de 145 em 2007 para 180 em 2009, registrando um aumento de 24% no período. Neste ano, outros sete colégios estão abrindo as portas só em São Paulo. O surgimento de novas instituições revela um nicho educacional disputado, que se tornou sonho de consumo de famílias de classe média e alta.
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O mapeamento dessas instituições - de ensino fundamental e médio - é feito anualmente pelo diretor pedagógico da Escola Cidade Jardim/PlayPen, Lyle Gordon French. Não há números oficiais de colégios bilíngues nem legislação específica sobre seu funcionamento, o que exige dos pais maior atenção com infraestrutura e proposta pedagógica na hora da escolha.
"Está crescendo a demanda do mercado", explica o diretor. "Os pais querem que seus filhos estejam habilitados para cursar uma universidade no exterior ou disputar uma vaga no mercado de trabalho que peça fluência em outro idioma."
De maneira geral, os colégios bilíngues funcionam em período integral. Metade das aulas é ministrada em português e o restante em outro idioma - em muitos casos, como nas escolas alemãs, por exemplo, há uma carga horária intensa em alemão e também inglês. Diferentemente das escolas estrangeiras, que seguem calendários e currículos de outros países, as bilíngues adotam as datas e as diretrizes nacionais. Nas instituições tradicionais, a grande maioria dos professores é estrangeira ou fez faculdade nos Estados Unidos ou Canadá.
Mensalidades
Outro fator que explica o crescimento dessas instituições nos últimos anos é a abertura de escolas voltadas para a classe média, com mensalidades mais baixas - os colégios tradicionais custam, em média, R$ 2.500 ao mês para o primeiro ano do ensino fundamental.
"Desde que abrimos, preenchemos todas as vagas, os pais que não aprenderam inglês na infância e sentem hoje dificuldade, querem que seus filhos estudem em escola bilíngue", explica a Teca Antunes, diretora do Colégio Santa Amália, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. 





Bilinguismo de Escola: Português para Estrangeiros
 no Contexto da Escola Bilíngue (Português/Inglês)
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Escrito por Elisa Sobé NEVES - ISSN 2316-6894   

O ensino de Português para estrangeiros no contexto da escola bilíngue (Português/Inglês) oferece um excelente campo de investigação em Linguística Aplicada, pois há uma crescente tendência no mundo globalizado de abertura de escolas bilíngues, as quais recebem alunos estrangeiros oriundos de diversos países e culturas. Para isso, as escolas precisam estar preparadas para enfrentar os desafios no que se refere ao ensino e a aprendizagem de Português como Segunda Língua (PSL)/Língua Adicional (PLA).

O ensino de Português para estrangeiros no contexto da EB[1](Português/Inglês) no Brasil é campo pouco explorado, precisando ainda da atenção dos pesquisadores em Linguística Aplicada. Pesquisas sobre os processos que envolvem o ensino e a aprendizagem de Português como Segunda Língua (PSL), ou Português como Língua Adicional (PLA) são de fundamental importância não somente para as EBs, mas também para as escolas públicas e particulares, visto que há uma crescente demanda de estrangeiros oriundos de diversos países que fazem do Brasil a sua pátria por um determinado período de tempo.
         A permanência de estrangeiros no Brasil exige que as escolas estejam preparadas para atender este novo público, oferecendo-lhes educação de qualidade e promovendo o real aprendizado da língua portuguesa. Essa nova realidade no contexto escolar brasileiro está diretamente relacionada com a globalização, pois ao ampliar as relações entre nações e ao abrir as fronteiras que antigamente separavam povos e culturas, os cidadãos do mundo agora têm a possibilidade de circular pelos países com mais facilidade. Nas palavras de Rajagopalan (2003, p. 57), “queiramos ou não, vivemos em um mundo globalizado. Entre outras coisas, isso significa que os destinos dos diferentes povos que habitam a terra se encontram cada vez mais interligados e imbricados uns nos outros (...)”.
Diante das mudanças em nível cultural, social, econômico e geopolítico que o mundo enfrenta neste novo milênio, é eminente a necessidade de se relacionar com outros povos, conhecer novas culturas, e principalmente de se comunicar em outras línguas. É preciso estar aberto ao intercâmbio com outras nacionalidades, e mais do que isso, estar disposto a aprender línguas. Rajagopalan (2003, p. 25) comenta sobre essa realidade e afirma que esta realidade está “marcada de forma acentuada por novos fenômenos e tendências irreversíveis como a globalização e a interação entre culturas, com conseqüências diretas sobre a vida e o comportamento cotidiano dos povos (...)”.
Sob essa perspectiva, o ensino e a aprendizagem de línguas fazem parte destas novas tendências e realidades, entrando no palco das grandes discussões sobre melhores estratégias de ensino, metodologias, materiais e livros didáticos, formação de professores, entre muitos outros assuntos pertinentes ao campo de pesquisa em Linguística Aplicada e disciplinas de contato.
Percebo então, a importância das EBs neste cenário, uma vez que desempenham um relevante papel social e educacional ao preparar os cidadãos para essa nova realidade que atinge dimensões planetárias. Voltando o foco para o Brasil, mais precisamente à capital federal, observo certo contingente de estrangeiros que permanecem na cidade por um período mínimo de dois anos. As famílias de estrangeiros, em sua maioria diplomatas e funcionários de embaixadas, precisam colocar seus filhos na escola. Qual a melhor opção? A EB, é claro! A EB (Português/Inglês) oferece às famílias uma educação de qualidade, visto que o currículo é internacional, o calendário escolar é diferenciado (o ano letivo inicia em agosto e termina em junho), os alunos aprendem Inglês e Português no Ensino Fundamental e, se permanecerem na escola até o Ensino Médio, os alunos aprendem mais duas línguas estrangeiras. No último ano do Ensino Médio a escola oferece dois programas: um internacional, que prepara os alunos para ingressar em universidades no exterior; e outro nacional, que tem como objetivo preparar os alunos para o Vestibular no Brasil.
A EB oferece aos alunos um contexto de ensino e aprendizagem diferente daquele encontrado em escolas regulares públicas ou particulares. A EB hoje, no Brasil, é reconhecida pela qualidade da educação oferecida aos alunos e também pelas suas especificidades. A seguir, antes de iniciar a discussão sobre o ensino de Português para estrangeiros, pretendo levantar alguns tópicos importantes no que se refere à situação e ao contexto mais especifico das EBs no Brasil, para que se compreenda melhor a proposta de ensino da língua portuguesa para estrangeiros.
2  A escola bilíngue (Português/Inglês) no Brasil: situação e contexto
Atualmente, o número de EBs cresce no Brasil a cada ano. No dia 22 de janeiro de 2010 o Jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria sobre o salto no número de EBs no Brasil, de 145 em 2007 para 180 em 2009, registrando assim um aumento de 24% no período. Mesmo com todo esse crescimento, as EBs atuam no mercado nacional sem uma legislação específica que as regulamente e sem a orientação das Secretarias de Educação de cada estado. Nem mesmo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LEI 9394/96, prevê com clareza a situação das mesmas no Brasil. Um exemplo claro desta situação no país é o parecer do Conselho Estadual de Educação de São Paulo ao conceder à Escola Suiço-Brasileira a autorização de funcionamento, não mais como Curso Experimental Bilíngue, e sim, como Ensino Básico Regular. 
No presente caso, constata-se que a requerente foi autorizada a funcionar como Curso Experimental Bilíngüe, em caráter de experiência pedagógica, quando estavam em vigor as Leis Federais números4.024/61 e 5.692/71. Porém, com o advento da nova LDB – Lei Federal nº 9.394/96 – a competência das escolas para formular e executar suas propostas pedagógicas ficou clara: respeitada a base nacional comum, os sistemas de ensino e as unidades escolares têm autonomia para organizar o currículo de acordo com "as características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela." (Artigo 26). A Indicação CEE nº 21/97, acima citada, destacou bem esses princípios flexibilizadores da LDB e concluiu que as experiências pedagógicas autorizadas por este Conselho, nos termos da Lei Federal nº 9394/96, são consideradas como projetos pedagógicos regulares. Os cursos ministrados pela escola devem perder a denominação "experimental".(http://www.ceesp.sp.gov.br/Pareceres/pa_447_02.htm)
Penso então que devemos nos preocupar com esses dados e exigir dos órgãos competentes que prestem atenção às novas tendências mundiais e elaborem diretrizes que atendam às necessidades das escolas bilíngues no Brasil. Devido à complexidade que envolve o assunto, não me deterei a tais questões, pois pretendo discutir sobre o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa para estrangeiros no contexto da EB (Português/Inglês), mais precisamente, na capital federal. Deixo esta questão em aberto para que seja analisada e refletida pelos leitores e pesquisadores, e quem sabe estudos futuros possam explicar melhor a situação na qual se encontram as EBs no Brasil.
No que se refere ao contexto da EB, é preciso compreender que muitas são suas especificidades, e que toda a estrutura da escola é organizada e planejada com o foco voltado ao ensino e a aprendizagem das línguas oferecidas. O contexto escolar é diferenciado do contexto de escolas públicas, particulares e de cursos de idiomas, uma vez que a diversidade cultural é o fator chave na EB. Ao conviver com múltiplas culturas, nacionalidades e línguas, alunos e professores vivenciam experiências de ensino e de aprendizagem únicas. Além disso, a proposta pedagógica, os programas de ensino e os currículos são diferenciados, mas atendem rigorosamente à todas as exigências dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O calendário é internacional, a carga horária é maior e os professores são altamente capacitados. Normalmente, as EBs investem em cursos de formação contínua para o corpo docente. Todos estes itens são fundamentais para que a EB seja considerada um exemplo de educação de qualidade, principalmente no Brasil.
De acordo com Hamayan e Freeman (2005, p. 251)[2], “educação bilíngue é um programa educacional bem planejado que utiliza duas línguas para propósitos instrucionais.” E segundo a enciclopédia virtual Wikipédia[3], “(...) educação bilíngue envolve ensinar o conteúdo acadêmico em duas línguas, na língua nativa e na segunda língua com quantidades variáveis de cada língua utilizada de acordo com o modelo do programa”.
É importante mencionar que as EBs, quando credenciadas como escolas internacionais, recebem periodicamente a visita de especialistas em educação de diversos países, que verificam se a escola está funcionando de acordo com padrões internacionais de educação. É exigido da escola um plano de desenvolvimento contínuo, com metas estabelecidas e que devem ser cumpridas dentro do prazo estipulado, garantindo, assim, uma constante preocupação em: melhorar, inovar e atualizar os programas e currículos;  expandir a estrutura física da escola; e oferecer capacitação contínua ao corpo docente. Acredito que é justamente essa preocupação com a qualidade da educação que falta aos demais contextos escolares mencionados anteriormente, para que os processos de ensino e aprendizagem sejam realmente efetivos e reais em todos os aspectos. Visto que as EBs não recebem apoio e orientação dos órgãos governamentais, é preciso buscá-lo em organizações internacionais, tais como o AdvancED[4], por exemplo, que trabalha com o credenciamento de escolas para que se tornem internacionais. Outro fator importante de ser compreendido no que se refere ao contexto da EB é com relação à diversidade cultural que existe dentro e fora da sala de aula de Português para estrangeiros. Na capital federal se observa um grande contingente de famílias de estrangeiros que residem na cidade por um período mínimo de dois anos, os quais, em sua maioria, são funcionários das embaixadas. Em uma única sala de aula há alunos oriundos de países como Sudão, Nigéria, Egito, Peru, Hungria, Holanda, Argentina, Inglaterra, Estados Unidos, França, Portugal, Itália, Canadá, entre muitos outros. Muitos desses alunos estão aprendendo a língua portuguesa como segunda língua, enquanto outros estão aprendendo-a como língua adicional. São comuns alunos que já são bilíngues e estão aprendendo na escola mais duas línguas, o Inglês e o Português. Diante desta realidade, o professor de Português para estrangeiros precisa saber lidar com a diversidade cultural presente na sala de aula, bem como planejar suas aulas de forma a atender as necessidades individuais de cada aluno, respeitando seus estilos de aprendizagem, suas vivências e experiências de aprendizagem em outras línguas e suas possíveis dificuldades com os padrões da língua portuguesa.
3     Português para estrangeiros no contexto da EB
A sala de aula de Português para estrangeiros é um universo repleto de curiosidades, desafios e conquistas. O professor de PSL/PLA precisa saber lidar com a diversidade cultural, bem como respeitar toda a bagagem cultural e experiências de vida que os alunos trazem à sala de aula.
Os aspectos culturais estão fortemente envolvidos no processo de ensino e aprendizagem da língua alvo e precisam ser valorizados e respeitados. Ao entrar em contato com a língua portuguesa e ao vivenciar essa nova cultura, os alunos estrangeiros começam a se sentir mais pertencentes ao meio no qual estão inseridos, e logo estabelecem relações sociais e afetivas com os alunos brasileiros. Concordo com Almeida Filho (2002, p. 210) quando o autor afirma que,
“o lugar da cultura é o mesmo da língua quando essa se apresenta como ação social propositada. A experiência com e na língua-alvo em atividades envolventes e tidas como relevantes pelos alunos favorece o trabalho pela consciência cultural do outro e da própria L1 na aquisição de uma nova língua”.
Os alunos estrangeiros iniciam o processo de aprendizagem da língua portuguesa em uma turma especial, onde desenvolvem suas habilidades linguísticas em Português, por meio de atividades diferenciadas. Os conteúdos são organizados em um mapa curricular que é seguido de acordo com o ano em que o aprendiz se encontra matriculado. Para cada ano letivo, os alunos são agrupados de acordo com seu nível de conhecimento na língua portuguesa, visto que alguns alunos já possuem certo conhecimento da língua-alvo. Um caso muito comum na escola é o de famílias que moraram no exterior por um determinado tempo, tiveram seus filhos em outro país, e por isso as crianças aprenderam outra língua como materna. Ao retornar ao Brasil, estas crianças não são fluentes em Português e, ainda, precisam ser alfabetizadas na língua portuguesa para que possam freqüentar as aulas nas turmas regulares. Além destes casos, há os estrangeiros que não conhecem a língua. Por isso, os alunos são agrupados em quatro níveis diferentes para que possam receber instrução individualizada e de acordo com suas necessidades.
Sendo assim, os alunos estrangeiros são preparados para atingir altos níveis de proficiência e fluência na língua-alvo. O principal objetivo das aulas de PSL/PLA, nas turmas especiais para estrangeiros é promover situações reais de comunicação dentro e fora da sala de aula. Os alunos desenvolvem atividades de estudo do meio, com pesquisa de campo, onde visitam diversos lugares na cidade, tais como Palácio do Planalto, teatros, museus, bibliotecas, supermercados, entre outros. Como os alunos estão inseridos num contexto de imersão na língua portuguesa, suas oportunidades de comunicação na língua-alvo são reais, possuem significado e acontecem diariamente na rotina escolar. Almeida Filho (2007, p. 102) afirma que,
“(…) é na comunicação verdadeira, linguisticamente intensa, afetivamente envolvente e veiculada na própria língua-alvo que vai se construir no aprendiz uma competência comunicativa na nova língua.”
Os alunos estrangeiros que permanecem na EB até o último ano do Ensino Médio se submetem ao exame de proficiência em Português para estrangeiros, o CELPE-Bras. O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros foi desenvolvido pelo Ministério de Educação (MEC) e tem sido utilizado por muitos estrangeiros como comprovação de proficiência na língua portuguesa.
A realização deste exame de proficiência é de fundamental importância para os alunos estrangeiros que concluem seus estudos na EB (Português/Inglês), pois segundo Rottava (2008, p. 245) o CELPE-Bras é o único exame brasileiro de proficiência em Português para Estrangeiros/Português como Língua Estrangeira certificado e oficialmente reconhecido. Internacionalmente, é aceito por empresas e instituições acadêmicas como prova de competência em PE. No Brasil, as universidades exigem o exame para que alunos estrangeiros possam se matricular em programas de graduação e pós-graduação.
A EB possui vários alunos estrangeiros que finalizam o Ensino Médio na escola e alguns conseguem, inclusive, ingressar em universidades no Brasil. Acredito que esses resultados atingidos pelos alunos comprovam a seriedade e o compromisso da EB em realmente formar e preparar cidadãos capazes de realizar seus sonhos e atingir seus objetivos em qualquer lugar do mundo.
Para que o professor de Português para estrangeiros consiga atingir o resultado esperado no ensino da língua alvo, é preciso ter criatividade e muita vontade de ensinar, além é claro das competências que o professor de línguas precisa possuir e desenvolver continuamente. Pretendo comentar sucintamente sobre alguns dos desafios que o professor de PSL/PLA encontra em sua prática diária no contexto da EB (Português/Inglês).
4     Desafios no ensino de Português para estrangeiros
O ensino de Português para estrangeiros oferece muitos desafios aos professores e à escola como um todo. Considero como desafios toda a questão cultural envolvida no processo de ensino e aprendizagem, as relações com a família dos alunos estrangeiros, e principalmente no que se refere aos livros e materiais didáticos disponíveis no mercado para o ensino de PLE.
Os livros e materiais didáticos que veiculam a língua e a cultura brasileira em língua portuguesa para estrangeiros precisam estar adequados ao contexto de ensino, ou seja, os materiais de PLE para a EB devem ser diferenciados, pois os alunos estão em um contexto de imersão na língua-alvo. Compartilho as ideias de Pacheco (2006, p. 25) quando a autora afirma que no exercício de regência de turmas de PLE, em turmas com alunos de nacionalidades distintas, (...) a prática demonstra necessidades e interesses diferenciados dos aprendizes. Essa constatação ajuda a descortinar as distintas formas de lidar com o aprender PLE de cada estrangeiro, o que vai demandar escolhas distintas no que tange a estratégias de ensino, abordagem e métodos, tipos de recursos a serem explorados, os MDs a serem utilizados.
Devido aos poucos livros e materiais apropriados e adequados ao contexto escolar e aos aprendizes, a EB adapta o uso de vários livros de português para estrangeiros, em sua maioria livros que não são específicos para o ensino de crianças. Vale ressaltar que além destes materiais a professora de PLE prepara muitos materiais didáticos, exercícios, e ainda utiliza como complemento um livro de português como língua materna para alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Diante destas observações, aponto aqui a necessidade de pesquisas futuras sobre a elaboração de materiais e livros didáticos apropriados ao ensino de PLE, respeitando a faixa etária, a diversidade cultural dos alunos estrangeiros e adequados ao contexto de cada escola, seja ela uma escola regular pública, privada, bilíngue ou internacional.
Considerações Finais
O ensino de PLE na EB é assunto interessante aos pesquisadores em LA, visto que ainda há muito campo para novos estudos e pesquisas. Percebo a complexidade de tal assunto, bem como sua relevância para o contexto mundial em se tratando de ensino de línguas em um mundo globalizado. Após discutir brevemente sobre vários tópicos relacionados ao ensino de Português para estrangeiros no contexto da EB no Brasil, mais especificamente na capital federal, compreendo que o assunto não se esgota tão facilmente, pelo contrário, mais dúvidas e questionamentos aparecem.
Cada vez mais as escolas deverão estar preparadas para receber alunos estrangeiros em suas salas de aula, visto que o Brasil tem sido escolhido como pátria, temporária ou permanente, por muitas famílias estrangeiras. Ao considerar o mundo como uma real Aldeia Global, entendo que as fronteiras devem ser desfeitas e as culturas devem ser acolhidas com respeito. Sendo assim, o ensino de PLE nas escolas brasileiras, não somente nas EB, mas em todos os contextos educacionais onde houver aluno estrangeiro, deve ser (re)avaliado, (re)estruturado e (re)pensado com o foco no real aprendizado do Português do Brasil.

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