CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estamos
chegando ao final de nossa missão de apresentar um Blog, que identificasse a
demanda pelo ensino bilíngue na perspectiva de um ensino de qualidade. Isto
posto, graças ao desenvolvimento do mundo globalizado, em que as pessoas
precisam se adequar para atenderem as necessidades de inserção econômica,
social, histórica, política e cultural.
Tomamos
ciência de que cada vez mais cedo as famílias da classe A, buscam colocar suas
pequenas crianças em escolas bilíngues e, aprendemos sobre os riscos da
imposição de uma nova língua na infância, seus prós e seus contras. Ainda nesse
contexto de pesquisa, encontramos estrangeiros que estudam nessas escolas, até
porque nosso país se tornou um campo promissor ao investimento estrangeiro e o
oferecimento do ensino em várias línguas, surge como forma de adaptação e
aceitação dos estrangeiros, que aqui chegam e permanecem criando as suas raízes.
Entendemos que os reais motivos dessa
clientela é favorecer aos seus filhos um ensino de excelência que possibilite a
inserção no mundo globalizado que vivemos. Entretanto, ficou evidente para
todos a elitização do ensino, o que já é a marca registrada de nosso país, haja
visto tudo que aprendemos em História da Educação.
Contudo,
aprendemos que não é só o inglês que comanda as práticas pedagógicas, mas há
espaço para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), promovendo a inclusão de
alunos surdos e mudos, que precisam ter o direito de aprender e de ser
reconhecido, o que é, efetivamente garantido em nossa Carta Magna e também na
LDBEN/96. Para tanto, se verificou o aumento da quantidade de professores que
atuam em Libras, sendo preparados em uma constante formação continuada, com o
propósito de atender esta clientela.
O
que percebemos é que o sistema educacional tem sofrido ajustes para
proporcionar a estes alunos, portadores de necessidades especiais (com
deficiência auditiva e comunicativa), maior integração e participação em todos
os setores sociais.
Com
esta pesquisa, denotamos que não só libras faz parte do componente linguístico
como diferencial, há escolas que oferecem os idiomas de mandarim, árabe, turco
(sendo os três idiomas vislumbrados em algumas escolas públicas), espanhol
(visto com mais frequência, principalmente em instituições particulares) e o
inglês (liderando, como o segundo idioma mais falado e conhecido), aparecem
também o francês e o alemão, mas em menor demanda.
Mas,
é preciso ter certo cuidado, pois, segundo os especialistas, o enfoque muito
acentuado a outros idiomas podem causar uma desvinculação progressiva e até
mesmo uma desvalorização da nossa língua local; colocando em primeiro plano, o
uso de uma determinada língua estrangeira.
Por
outro lado, esta educação que abarca o ensino de outros idiomas, podem auxiliar
as crianças no seu processo de alfabetização e, sobretudo, quanto à
possibilidade de uma abrangência multicultural, regrada pelo processo de
globalização, considerado como vértice da sobrevivência em uma sociedade, na
qual se confrontam diversas culturas, povos, etnias e gêneros.
Inclusive,
somada a estas vantagens supracitadas, há um desenvolvimento do cérebro das
crianças, que experimentam desde cedo, uma frequente vivência com outros
idiomas e isto sem dúvida, as auxiliam em outros aprendizados.
Aproveitamos
o ensejo para frisar que o objetivo principal destas escolas é preparar os seus
alunos para a sociedade cada vez mais competitiva e pluricultural, na qual
sobressaem aqueles que possuem um número maior de habilidades e competências.
Embora, a quantidade de instituições que primam por este atendimento seja
pequena, em constante crescimento e a maior parcela de estudantes de nosso país
ainda continua distante deste aprendizado e no futuro, tende a ser excluído
socialmente, pelo fato de não estar preparado para ser inserido no atual
contexto social e histórico, em que as transformações são muito céleres e fogem
ao nosso controle.
Nossas
pesquisas aprofundaram essa questão e encontramos uma escola bilíngue pública
porém excludente, por receber alunos em caráter classificatório. Nesse sentido,
continuamos na mesma, assim como o ensino público de nível superior com seus
vestibulares excludentes.
Devemos
lutar para que esta oportunidade esteja cada vez mais próxima de um número
elevado de alunos, para então, oportunizar um pilar mais democrático e
equitativo aos futuros cidadãos de nossa sociedade.
Enfim,
trabalhamos em um projeto, usamos o que já sabíamos, e expandimos nossos
conhecimentos. Compreendemos o trabalho com projeto como uma construção
coletiva. Assim construímos o blog Vigilantes da Educação, e espero que não
seja o fim, ainda há muito o que se pesquisar e debater na área da educação.
Por
isso somos convidados à investigar, usar esse espaço de forma responsável para
publicarmos resultados de pesquisas em educação, os avanços na área, suas
implicações, teorias, metodologias, práticas e o que mais for pertinente.
BOM TRABALHO GRUPO 7!!!!