segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
INTRODUÇÃO
Grupo Vigilantes da Educação
Componentes: Ana Paula, Sílvia Jane, Roberto Sá,
Elizandre Bezerra, Sandra Fátima e Marcelle Regina
Assunto que queremos investigar: "Ensino Básico
no Rio, mas de olho no mundo lá fora".
O que queremos saber?
·
Que tipo de serviço é prestado?
·
Por que cresce o número de famílias que procuram escolas bilíngues?
·
Perfil da clientela atendida
·
As expectativas da clientela
2) O que já sabemos sobre o assunto?
·
Tendências na procura de uma segunda língua para o mercado de trabalho
·
Influência do mundo globalizado;
·
Vivência no mundo globalizado
3) O que motiva a curiosidade do assunto que queremos
saber? Qual o contexto?
A dinâmica do mundo contemporâneo e a busca
para inserção nesse contexto.
4) O que precisamos fazer para investigar o que
queremos saber?(Definir estratégias-pesquisa bibliográfica, entrevistas,
sugestões de vídeos, imagens... para coletar as informações)
Recursos variados como: Pesquisas
bibliográficas, internet,entrevistas, o diálogo e todas as mídias disponíveis.
5) Que áreas de conhecimento(Matemática, Língua
Portuguesa, Ciências, História, Geografia) nos ajudam a saber mais sobre o
queremos saber?
Português, Matemática, História, Geografia, Sociologia, Filosofia,
Estatística,
ENSINO BÁSICO NO RIO, MAS DE OLHO NO MUNDO LÁ FORA
Eduardo Vanini
eduardo.vanini@oglobo.com.br
Isabel Buffara e seu marido, Cesario André Buffara Filho, não são estrangeiros, mas fazem questão de ter os dois filhos estudando em uma escola de currículo internacional. Querem que eles aprendam a falar outro idioma com fluência, convivam com crianças de várias origens e estejam preparados para estudar fora do país. Com isso em mente, não fazem economia. Pagam R$ 8.300 nas mensalidades de seus filhos, Felipe, de 8 anos, e Vitória, de 4, ambos alunos da Escola Americana, na Gávea. A família faz parte de um crescente universo de cariocas que, mesmo sem ascendência estrangeira, tem sua prole matriculada em colégios bilíngues.
No Rio, instituições como a Escola Britânica, a Suíço-Brasileira e o Colégio Corcovado registram aumento anual de até 30% na procura por vagas. Crescimento impulsionado, também, pelo fluxo de famílias estrangeiras na cidade. Uma das instituições mais tradicionais nesse grupo, a Escola Americana inaugura, quando começar o ano letivo, no mês que vem, uma unidade na Barra da Tijuca, criada para absorver a demanda de quem mora no bairro da Zona Oeste e não quer enfrentar o engarrafamento diário até a Zona Sul.
- Sempre quis que meus filhos falassem inglês fluentemente. Hoje, o domínio do idioma é uma obrigação. Além disso, fiz faculdade no exterior, e gostaria que eles fizessem também. Acho o sistema de ensino mais interessante, pois não é preciso escolher a profissão logo no início - explica Isabel.
Baixo desempenho no ENEM >
Quem matricula uma criança numa dessas escolas não prioriza o desempenho do filho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que serve de passaporte para as principais universidades públicas do país. O Colégio Corcovado é a única escola bilíngue cuja média no processo seletivo do Ministério da Educação (MEC) em 2012 ficou entre as 20 melhores do Rio. A Escola Britânica ficou com a 58ª colocação no estado, enquanto a Americana sequer apareceu na relação, devido à baixa adesão de seus alunos ao exame.
- Não educamos nossos estudantes para o ENEM. Não estamos preocupados em aparecer em rankings. Oferecemos um programa pelo qual os estudantes são preparados para ingressar em universidades do mundo inteiro - diz o diretor da Escola Americana, Robert Werner, argumentando que 90% dos alunos formados na instituição seguem para o exterior.
Na instituição, só se fala português nas aulas de Geografia, História e, claro, Português. Segundo Werner, há estudantes de 40 nações espalhados pelas 80 salas. Com cerca de 800 alunos, a unidade da Gávea tem oito laboratórios, duas bibliotecas com mais de 45 mil volumes e campos de futebol, softball e rugby. Na Barra, onde os trabalhos começam com 200 estudantes, também há laboratórios, uma biblioteca e salas de música e artes, além de campo de futebol e ginásio coberto. Foram investidos R$ 40 milhões na obra. Há ainda uma filial em Macaé, no Norte Fluminense. Ela tem 110 alunos.
Ao se formar, o estudante recebe os diplomas brasileiro e americano e o certificado International Baccalaureate , aceito em várias universidades do mundo. Mas tudo isso tem um preço salgado. As mensalidades na instituição chegam a R$ 5.700. Na Escola Britânica, onde os alunos recebem o conteúdo obrigatório do currículo brasileiro e o do Reino Unido, o valor vai até R$ 4.500.
´Preparação para mercado global´ >
Na Escola Alemã Corcovado, em Botafogo, os estudantes escolhem entre seguir o currículo brasileiro, no qual um terço das atividades é ministrado em alemão, e o currículo alemão, em que o idioma é falado em dois terços das aulas. Este último é destinado a alunos de famílias alemãs ou a brasileiros já fluentes na língua estrangeira. Neste caso, o estudante realiza o Abitur, exame de conclusão do ensino médio da Alemanha, pelo qual consegue ingressar em universidades do país europeu. Segundo a instituição, cuja mensalidade gira em torno de R$ 2 mil, a procura por vaga cresce cerca de 30% ao ano. Para o diretor pedagógico da escola, Valdir Rasche, os pais estão em busca de proficiência no alemão, carga horária estendida e atividades como teatro, música e esportes.
- Adotamos um modelo centrado nos alunos. Eles não são dependentes da sala de aula e tomam a frente de seu processo de formação. Em boa parte das aulas, eles próprios apresentam o conteúdo - comenta Rasche, salientando que o programa do colégio ainda inclui estágio profissional, que pode ser cumprido no Brasil ou na Alemanha.
Já os alunos da Escola Suíço-Brasileira podem escolher entre as formações português-francês, português-alemão e português-inglês. Nos dois primeiros casos, eles também fazem aulas de inglês e, se quiserem, podem estudar uma quarta língua. Tudo isso combinando o conteúdo nacional obrigatório com um currículo internacional, com o objetivo de facilitar o ingresso desses estudantes em instituições no exterior. O principal destino dos alunos do colégio, cujo custo mensal chega a R$ 3.500, são as universidades brasileiras, diz o diretor-geral da escola, Andrea Sandro Furgler.
- O fato de aprender numa escola internacional e bilíngue abre o horizonte deste aluno. Ele desenvolve habilidades importantíssimas e tem acesso a culturas e conhecimentos que só um segundo idioma pode proporcionar. Consequentemente, este jovem fica mais preparado para um mercado cada vez mais globalizado - explica o diretor, acrescentando que o colégio registra aumento de 20% ao ano na demanda por vagas.
Doutor em estudos linguísticos pela UFMG e autor de livros didáticos de inglês, o professor Claudio de Paiva Franco enxerga com bons olhos o ensino praticado nessas escolas. Segundo ele, pesquisas apontam que crianças e pré-adolescentes assimilam muito mais facilmente um novo idioma. Neste sentido, avalia que o grande mérito das escolas bilíngues é a imersão quase total numa língua estrangeira, diferentemente do que acontece nas escolas convencionais.
- Para se atingir a proficiência em um determinado idioma, é preciso que haja uma exposição elevada à língua em questão. Enquanto isso, as instituições convencionais disponibilizam, no máximo, três tempos por semana para um segundo idioma, e, ainda assim, adotam um ensino muito pautado em gramática, sem a aplicação frequente de práticas como fala, escrita e interação.
A presidente da Associação de Professores de Inglês do Rio de Janeiro, Janaina Cardoso, também aprova o ensino dessas instituições. Destaca, sobretudo, o aspecto multidisciplinar que tendem a apresentar. Entretanto, afirma que optar por essas escolas requer uma dose de bom senso dos responsáveis:
- É preciso respeitar a predisposição das crianças para frequentar um ambiente que, muitas vezes, é bem diferente do contexto cultural ao que estão acostumadas. Elas podem não se adaptar. Por isso, os estudantes precisam ser motivados. Não se pode achar que é só matricular a criança que ela vai sair falando idiomas - diz ela.
Para quem não pode arcar com os custos proibitivos dos colégios particulares, a solução é disputar uma das 1.230 vagas das três escolas estaduais bilíngues que vão abrir as portas no Rio de Janeiro neste ano. Graças a um convênio com o Ministério de Cultura e Esporte da Espanha, o Colégio Estadual Hispano-Brasileiro, no Méier, terá aulas em português e espanhol. O CIEP Carlos Drummond de Andrade, em Nova Iguaçu, oferecerá aulas em português e inglês por conta de um convênio com o condado de Prince George, no estado americano de Maryland; e o CIEP Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, ensinará português e francês graças a um acordo com a Académie de Créteil e a Embaixada da França.
Os três colégios fazem parte do programa Dupla Escola e terão processo seletivo no segundo semestre. Em cada unidade, 5% das vagas são destinadas a deficientes físicos e 5% a alunos oriundos da rede privada. O resto é reservado a jovens que estudaram em colégios municipais.
VIGILANTES DA EDUCAÇÃO
APRESENTAÇÃO
Este blog nasce da ideia de que podemos transformar a educação por meio de projetos construídos nas diversas interações. O blog "Vigilantes da Educação" é uma proposta de trabalho que tem como ideia central o entendimento de que a Educação é Dever do Estado e Direito de Todos. Sendo assim, nosso primeiro olhar está voltado para a reportagem de 21 de janeiro de 2014, do jornal "O Globo": Ensino Básico no Rio, mas de olho no mundo lá fora".
Somos discentes de Pedagogia CEDERJ UERJ, do Polo de Itaguaí.
Sílvia Carvalho, matrícula: 12112080331
Ana Paula, matrícula: 12112080160
Elizandre Bezerra, matrícula: 12112080219
Roberto Sá, matrícula: 11212080299
Sandra Ferreira, matrícula: 11112080090
Somos discentes de Pedagogia CEDERJ UERJ, do Polo de Itaguaí.
BLOGUEIROS COMPONENTES DO GRUPO:
Marcelle Regina, matrícula: 12112080332Sílvia Carvalho, matrícula: 12112080331
Ana Paula, matrícula: 12112080160
Elizandre Bezerra, matrícula: 12112080219
Roberto Sá, matrícula: 11212080299
Sandra Ferreira, matrícula: 11112080090
Assinar:
Postagens (Atom)
